Escola Municipal Getúlio Vargas
- sorocabaatravesdahistoria

- 24 de out. de 2020
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Atualizado: 8 de jul. de 2024
Hoje é dia de conhecer um pouco da interessante história da Escola Municipal "Getúlio Vargas" que fica na Avenida Eugênio Salerno....
Um atentado frustrado contra a vida do presidente Getúlio Vargas, em 1945, em Sorocaba, em um comício, reforçou mais tarde, a idéia de que a cidade precisaria homenageá-lo. O atentado mal sucedido acabou atingindo o capitão Carlos Franco Pinto, que se parecia com o presidente e passou para a história política da cidade.
Getúlio Vargas acabou emprestando seu nome à primeira Escola Normal Municipal de Sorocaba, hoje, Escola Municipal “Dr. Getúlio Vargas”, no final da 2ª Guerra Mundial, quando também foram homenageados os dois lideres das forças aliadas, o presidente Franklin Roosevelt e o primeiro ministro britânico Winston Churchill. O decreto foi assinado pelo então prefeito José Fernal.
Em 1928, quando poucos municípios paulistas possuíam seus ginásios, João Machado de Araújo com o apoio dos amigos, fundou o “Ginásio Sorocabano”, que funcionou inicialmente em um prédio cedido pela Loja Maçônica Perseverança III, na Rua Barão do Rio Branco, esquina com a Rua XV de Novembro, no centro. No ano seguinte, já com prefeito de Sorocaba, João Machado pela lei nº 209 (16-01/29), municipalizou aquela escola, surgindo então o “Ginásio Municipal”, que passou a funcionar na Rua Álvaro Soares (hoje sede do E.E. Sorocabana F.C.).
Seu diretor e professor Achilles de Almeida, iniciou então a “Campanha do Tijolo” para a construção de seu prédio próprio em um terreno doado por Alberto Trujillo, na atual Avenida Dr. Eugênio Salerno. Ali, numa área de 13 mil metros quadrados, foi construído o Ginásio “Municipal” e outro um prédio para a Escola Normal Municipal.
Ao término das obras do ginásio, sob a direção do professor Antônio Miguel Pereira Júnior, a Secretária de Estado da Educação, pela lei nº 2476 (0612-35) oficializou o estabelecimento passando a existir o “Ginásio Estadual Sorocabano”, que passou a se chamar “Estadão”. Como a escola estadual não possuía o curso de Formação de Professores Primários, a municipalidade fez funcionar em seu novo prédio, ao lado da escola estadual, a Escola Normal Municipal – que viria a ser a Getúlio Vargas- , junto com uma Escola de Aplicação para treinamento de futuros professores primários.
Em junho de 1939, assume o Ginásio do Estado o professor Roberto Paschoalick e, no ano seguinte, a Escola Normal Municipal passava ao comando de Bento Mascarenhas, com seus respectivos diretores. Foram secretários dessas escolas, respectivamente os professores Waldemar de Freitas Rosa (Estadão) e Jacintha Palombo (Municipal). Seguiram-se os diretores professor Roque Ayres de Oliveira e Mário de Almeida.
O nome “Dr. Júlio Prestes de Albuquerque” foi dado ao “Estadão” pelo decreto nº 15.930 (07-08-46) assinado pelo interventor federal em São Paulo, embaixador José Carlos de Macedo Soares.
As escolas são consideradas responsáveis pela formação de políticos, historiadores, artistas e educadores, alguns dos quais tornaram-se seus diretores.
A primeira turma da escola Normal Municipal formou 54 alunos, em 1932, contaram os ex-alunos da “Getúlio Vargas” o historiador Otto Wey Netto e o professor Milton Marinho Martins, que fazem parte de outro turma de formandos. A matrícula numero 1 da escola é de Adelina Pannunzio, nascida em 17 de fevereiro e 1911, em São Paulo. Ela foi matriculada no dia 4 de março de 1929.
Auditório
Em setembro de 2002, Sorocaba ganhou um espaço para cultura, com a inauguração do auditório da Escola Municipal “Getúlio Vargas”, que ficou interditado por 15 anos devido um desabamento ocorrido em 1987.
Muitas personalidades já estiveram no local como os atores Tarcísio Meira, Glória Menezes, os pianistas Fábio Luz, Arnaldo Estrela e muitos outros. Na época que foi construído, o auditório era praticamente o único espaço cultural da cidade, sem considerar salões e clubes.
Audições, peça teatrais, apresentações de dança, encontros, reuniões: tudo era agendado no auditório. Todos esses eventos voltaram a ser realizados no auditório da escola, desde setembro de 2002.

FONTES:
Revista A Cidade de 15/08/2005 com texto de Fabiano Antunes.
Imagem – MHS, 1950







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